Ao se cadastrar, a mulher (ou representante da família) é entrevistada por uma Assistente Social, que visita o lar para conhecer as condições socioeconômicas da família.

A partir daí, o cadastramento na Anuepo dá condições de retirar uma quota de comida por semana, além de pães, verduras, frutas e legumes, assim como roupas, sapatos, utensílios domésticos, móveis e medicamentos (com receita médica).

“Seu” Pieter relata: “só quem convive de perto com a extrema pobreza sabe o que isto é. Quem consegue imaginar o que já atendemos, como uma mulher que vivia com sua filhinha em uma caixa d’água? Sim, uma caixa d’água! Eu sinto o coração apertar ao pensar no tão pouco que conseguimos fazer, mas é o que tem sido possível. Para dar uma ideia, um cálculo aproximado da média mensal do que distribuímos hoje em dia, em 2015, para as famílias que atendemos, indica que doamos cerca de 16 quilos mensais de comida por família! E seis quilos de pão. Como atendemos em média 200 a 250 famílias por mês, gente que chega a andar de hora a hora e meia para retirar a doação e ainda tem de se envolver em uma de nossas atividades de desenvolvimento pessoal ou valorização humana, estamos falando de três a quatro toneladas mensais de alimentos. Dizendo assim pode parecer muito, mas o que uma família de seis a nove pessoas, que é quase 40% do que atendemos, pode fazer com 16 quilos de comida por mês?”.

Se mitigar a fome é essencial, porém, já que sem comer não se consegue fazer nada, o trabalho junto às famílias e a capacitação dos seus membros são igualmente importantes, pois a capacitação pessoal e a reestruturação familiar é que dão real sustentabilidade ao atendimento social.

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Assim, são sete as atividades da Anuepo:

Distribuição de alimentos
Oficinas de capacitação
Construção de cidadania
Círculos de mulheres
Orientação de gestantes
Atendimento à dependência química
Natal Solidário